sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Segundo Mêsversário

Depois de 60 dias numa rotina de 24hx7dias eu já me sentía uma verdadeira expert em cuidar do meu filho, a rotina a cada dia mais fascinante e todos os dias eu podia observar uma gracinha nova, algo diferente, meu bebê começava a interagir com o mundo. Os lindos cabelos negros já estavam por cair e deixavam rastros por toda a casa, eles ficavam no lençol, toalha, travesseirinho e até em mim, morrí de pena, pois pensei: Agora sim meu filho vai ficar careca, vai puxar os pais quando nasceram! Mas mesmo caindo bastante ele ainda era muito mais provido de cabelos do que os pais.




Gustavo estava se tornando um verdadeiro rueiro! Como gostava de ir para a rua passear, assim como a mãe. Aqui perto de casa existe uma feira de malhas e todos os finais de semana extendíamos nosso passeio matinal ao lugar da feira e todos os expositores se mostravam admirados quando viam o meu príncipe, achando ele lindo e muito atento a tudo.




Com o segundo mês vieram as festas caipiras e é claro que fomos a uma de uma ONG que meus tios ajudam, o Gustavo foi a rigor e se comportou direitinho. No final de semana seguinte aconteceu a festa Julina do Grupo de ginástica que minha mãe participa e fomos para a festa, o Gustavo adorou, estava um barulho imenso e ele ficou tão quietinho no colo da vovó que aproveitou para exibir o neto para as amigas.





Após as vacinas iniciais me sentí mais confortável de levá-lo para a rua e começamos a visitar algumas pessoas como a Bisa e alguns amigos, não que eu me sentisse segura em sair com meu rebento, mas pensei: Se minhas primas tem filho e não criam com frescura e graças a Deus eles não tem nada, porque o Gustavo tem que ficar trancado em casa? Deus com certeza iria proteger meu gostoso.




No primeiro dia dos Pais do Gustavo resolvemos fazer um churrasco na casa do meu pai e encomendei uma blusa cheia de fotos do Gustavo para dar de presente para o papai e quando ele recebeu o presente ficou emocionado, foi um dia muito agradável e vieram meus cunhados e minha sogra também.



Um belo dia Gustavo estava se mexendo tanto que num descuido ele chutou a câmera fotográfica de cima da cômoda e ela caiu e quebrou! Nossa, como fiquei chateada, afinal agora eu não podería mais tirar tantas fotos quanto antes. Mas o mais importante são as lembranças que ficam no coração. O segundo mês para mim vai ficar marcado na memória com imagens do Gustavo batendo os braços e pernas na banheira, mexendo tanto o corpo que batia com a cabeça no encosto da banheira e a partir dali pude sentir que a cada dia sería mais trabalhoso, enfim meu Gustavo não era mais um recém-nascido.


sábado, 5 de fevereiro de 2011

Primeiro Mêsversário

Dia 21 de junho de 2010, nossa, que dia especial para nós! Um mês passou voando e nosso bebê agora já fazia várias gracinhas, balançando os braços, as perninhas, balbuciando e prestando atenção na tv. Compramos seu primeiro DVD: A Galinha Pintadinha! Ele ficou muito atento e eu decorei todas as músicas para cantar para ele.




À noite fizemos um bolinho para comemorar o primeiro mês de vida do nosso príncipe, um mês de transformação em nossas vidas, de noites mal dormidas, de trocas de fraldas e banhos e uma rotina exaustiva, um mês de felicidade plena!





Nunca achei que fosse ser feliz mediante a tantas mudanças em minha vida, mas ser mãe é algo inexplicável. Todas sempre expõem as coisas ruíns e tudo que deixamos de fazer e ser, e principalmente a palavra Egoísmo é algo que não existe mais em nossas vidas, mas sinceramente nunca me sentí tão feliz passando por tudo isso, pois tudo é muito prazeroso!





Agora já saíamos mais de casa, na consulta ao pediatra o Gustavo tinha ganho mais de 1Kg e crescido 5cm, estava ótimo mamando muito no peito, às vezes de hora em hora. Eu estava emagrecendo a cada dia e retornando a minha forma antes da gravidez. Mediante a minha constante vontade de sair, comecei a passear mais com ele. Fomos a festinhas de aniversário, chá de bebê, ao Shopping e também ficávamos a tardinha no portão pegando um solzinho, minha vida estava numa doce Rotina!




Os banhos se tornaram prazerosos, também eu comecei a deixar a água mais quentinha e a estimular o Gustavo a bater as perninhas e braços, com isso ele passou a adorar a hora do banho, que acontecia de 2 a 3 vezes por dia, dependendo da temperatura do dia. Ele descobriu o móbile do carrinho e pareceu hipnotizado por ele, foi uma cena linda! Um belo dia ele conversou tanto que conseguí filmar e com certeza essa cena foi um marco na minha vida!




Depois de um mês de quase reclusão tive a oportunidade de sair pela primeira vez, como já tinha leite artificial em casa fiquei mais tranquila e fui resolver umas coisas em Bangu, é impressionante a sensação de liberdade e de que a sua vida continua igual em algum momento, parece que tive um reencontro comigo mesma, me sentí normal! rsrsrs! Porém meus minutos longe do Gustavo logo pareceram uma eternidade e em aproximadamente 1 hora eu já retornei para casa, mas a saída foi boa por dois motivos: O primeiro e principal foi que eu ví que o Gustavo estava muito bem acompanhado por minha mãe e que eu podia confiar completamente nela para tomar conta dele, o segundo foi que ví que no fundo eu precisava de um tempo sozinha, um tempinho só meu e tive aquele tempo para refletir o turbilhão de coisas que virou minha vida.





Após desta primeira saída em um sábado qualquer meu marido ficou em casa e resolví ir ao Salão de cabelereiro para pintas as madeixas, afinal meus cabelos estavam tricolores e eu já estava sentindo falta de cuidar de mim. Fui pedindo a Deus que os dois ficassem bem e que eu pudesse ter paz um pouquinho, mal cheguei no salão e me u celular tocou, lógicamente que era o pai desesperado porque esqueceu qual era a medida de leite para colocar na água, após minha explicação ele desligou dizendo que ia dar leitinho para o Gustavo, não demorou mais de 1 hora e novamente ele me ligou perguntando se eu não iria demorar muito porque as irmãs dele tinham vindo visitá-lo e ele quería que eu fizesse um lanche, eu disse que iria demorar ainda bastante e que ele se virasse com elas, afinal, eu estava no meu momento e se sozinha eu tinha que me virar quan do chegavam visitas porque ele não podería? Já passavam das 8 da noite quando cheguei em casa e estavam os quatro vendo filme, mal entrei em casa e marido começou a dizer que o Gustavo tinha feito tanto cocô que se sujou todo e ele teve que dar banho sozinho no menino, também completou dizendo que dava muito trabalho cuidar dele, que ele se cansava muito menos trabalhando todos os dias o dia inteiro do que cuidando do menino, eu simplesmente rí. Também numa só tacada ele teve que fazer tudo aquilo que nunca tinha feito e no final de tudo todos sobreviveram, Gustavo limpinho e de fraldinha trocada, Jocimar exausto e reclamando de tudo e eu toda bonitona, de visual novo.





terça-feira, 21 de dezembro de 2010

As primeiras semanas

Nos primeiros dias eu pude sentir o gostinho da preocupação que todos sempre me diziam, pois ser mãe é se preocupar 24 horas por dia X 7 dias por semana, sem descanso e sem férias. No segundo dia em casa comecei a ficar preocupada porque o bebê não fez cocô desde a primeira vez na maternidade e meu leite ainda não estava descendo. Meu dia terminou e novamente fui rumo a noite insône regada a muito chororô e mamadeiras. No dia seguinte meu marido foi trabalhar logo cedo e minha mãe teve que sair para comprar várias coisinhas que eu não sabia da importância como: bomba de tirar leite, o segura-bebê, supositório, remédio para gases do bebê e conchas para tentar fazer com que o bico do meu seio, que é invertido, saísse e facilitasse a mamada do Gustavo. Conforme o dia foi passando meu leite começou a dar sinal de vida e isso me animou, porém o Gustavo não quería pegar o peito e não estava urinando como eu achava que sería o ideal e quando anoiteceu me desesperei e tive uma crise de choro implorando para Deus que meu filho estivesse bem, nisto meu marido chegou e vendo meu desespero achou melhor irmos ao hospital e lá fomos nós para a emergência, chegando lá tinha um monte de crianças na sala de espera, todas gripadas, tossindo e espirrando, na hora bateu o maior arrependimento de estar naquele lugar, mas acabamos aguardando por longas 2 horas e meia até chegar a vez do Gustavo ser atendido. Assim que entramos no consultório relatei que o Gustavo não quería pegar meu peito e que estava a 3 dias sem fazer cocô e a quase 9 horas sem urinar, a médica deu uma olhada nele e com isso ele abriu o berreiro, ela achou que ele podería estar com fome e pediu para eu tentar novamente dar o seio, na hora que coloquei o bico na boca do Gustavo ele começou a mamar e nossa! Como mamou, acho que mais de 40 minutos seguidos. A médica me disse que tudo era normal e que ele podería estar sem urinar por causa do leite artificial (era para eu dar um pouquinho de água para ele) e a parte do cocô ela nem achou nada demais, disse que um recém-nascido pode ficar até 7 dias sem fazer cocô antes de considerar que ele está com o intestino preso, saí do hospital muito mais aliviada e muito feliz por ele ter pego o peito, naquele momento eu resolví: chega de leite artificial, agora ele só irá mamar no peito!



Os dias foram passando e o Gustavo entrou num ritmo muito bom das mamadas, como estava dormindo conosco ele só acordava durante a noite para mamar e logo dormía novamente, ele estava com toda parte fisiológica funcionando perfeitamente e na primeira consulta com o pediatra já tinha ganho peso e crescido, seu coto umbilical caiu com 7 dias e até o nono dia de vida foi um doce! Dormía o dia inteiro e à noite também. Com 9 dias de vida meu pai resolveu fazer uma festa que chamou de Mijinho do Gustavo e chamou Deus e o mundo, foi um churrascão e vieram muitas pessoas, eu fiquei receosa de algo acontecer com o Gu, mas graças a Deus ele não pegou nada contagioso, rsrsrsrs!









Depois deste dia ele começou a não dormir muito durante o dia, ele cochilava uns 10 minutos e logo estava com os lindos olhinhos cor de jabuticaba abertos, e se colocasse na cama ou carrinho ele abria o berreiro, no colo ficava totalmente quietinho prestando atenção em tudo. Quanto estava com 11 dias de vida ele resolveu do nada, simplesmente ficar durante o dia inteiro acordado, isso me preocupou muito, então resolví cortar do meu cardápio tudo que continha cafeína e estimulantes, mas de nada adiantou e voltei a ingerir tudo novamente assim como minha GO tinha dito, não há nenhuma comprovação científica de que o que comemos passa para o leite, então eu continuei tomando meu tarja preta (coca-cola) todos os dias.





Conforme os dias iam passando eu comecei a me adaptar melhor a nova rotina e as poucas horas de sono que eu tinha direito isso é claro que com o Gustavo dormindo conosco na cama, que era algo que sempre critiquei nos pais e agora me via fazendo o mesmo, porém como sou muito curiosa comecei a pesquisar coisas por aqui e descobrí um nome para isso: Cama compartilhada! E também descobrí seus benefícios que eu já podía observar. Mamys me ajudou muito, muito mesmo assumindo toda minha casa e ainda me ajudando com o Gustavo.




Todos os dias assim que ele acordava eu o colocava no carrinho e dava uma voltinha na rua para pegar um solzinho, ele também começou a ficar mais atento a tudo e a fazer algumas gracinhas como balbuciar alguns sons. Como ele nasceu próximo a copa do mundo, no dia do primeiro jogo do Brasil nos vestimos a caráter e assistimos o jogo em casa, Gustavo ficou muito lindo com a roupa e até que não se assutou com os fogos na hora do jogo.



O primeiro mês do meu filho terminou regado a muito carinho, menos choros, menos horas dormidas durante o dia e à noite, com quase um mês ele já estava muito esperto e nem parecía mais aquele recém nascido!


Chegando em casa

Quando chegamos da maternidade em casa me deparei com um lindo bouquet de rosas que meu marido mandou comprar, adorei o gesto delicado e meus pais já nos esperavam, logo minha sogra chegou com minha cunhada. As pessoas iam aparecendo e durante o dia inteiro recebemos muitas visitas de pessoas que nos amam muito, por um lado eu estava muito exausta, mas pelo outro adorei saber que somos tão queridos, que nossa família é muito querida!



Conforme o dia foi passando comecei a reparar que o Gustavo estava ficando todo cheio de bolinhas e isso foi me preocupando. Quando chegou à noite ele estava totalmente empelotado, cheio de placas vermelhas e todo enjoadinho, isso me deixou muito preocupada na hora me deu vontade de ir para o hospital novamente, só não levei porque achei que podería ser algum processo alérgico a roupinha. Logo meu telefone tocou e era uma amiga que veio nos visitar mais cedo para saber como ele estava, já que ela também tinha achado estranho as manchinhas e quando eu disse como ele estava ela me relatou que o sobrinho também tinha ficado assim e a médica disse que era calor! Sim, meu filho é calorento! Assim que ela desligou tirei toda a roupinha dele, enchemos a banheira e demos seu primeiro banho em casa, quer dizer, minha mãe deu o banho pois como eu ainda não tinha comprado o pedestal da banheira e não podía me abaixar, minha mãe assumiu a tarefa. O Gustavo chorou horrores e eu só sabia rir, pois sei que é extremamente comum bebês recém-nascidos chorarem ao tomar banho, ao final do banho as placas vermelhas já estavam mais amenas e colocamos uma roupinha mais fresquinha nele.



A primeira noite em casa foi novamente insône, tadinha de mim! Imaginei que em casa eu iria dormir, mas eu mal sabia que nunca mais tería uma noite de sono como antes, agora eu me preocupava com um pedacinho de mim, me peguei várias vezes levantando e indo até o carrinho para ver se ele estava respirando, fora as vezes que ele acordou para mamar (ainda o leite artificial), então no meio da madrugada desistí do carrinho porque meu marido não acordava mesmo para pegar o Gustavo e acabei colocando ele ao meu lado na cama, dormí com meu braço protegendo meu filho e me sentí como se estivesse "protegendo minha cria".

Na manhã seguinte minha mãe veio dar banho novamente no Gustavo já que após o almoço iríamos ao posto de saúde para ele receber as duas primeiras vacinas, enquanto isso o Nem foi registrar o Gustavo e digo que morrí de medo dele registrar o Gustavo com outro nome, já que quando ele nasceu o nome dele sería Igor e o pai no cartório resolveu por conta própria homenagear um jogador do Botafogo registrando o Nem com o nome de Jocimar, mas quando ele chegou eu pedí para ver a certidão e ele ainda brincou comigo dizendo que tinha registrado o Gustavo como El Loco Abreu (Jogador atualmente em destaque no Botafogo) mas graças a Deus ele não cometeu o mesmo erro do pai e o nome do nosso príncipe ficou: Gustavo Fontes do Nascimento

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Após o almoço fomos rumo ao posto de saúde, chegando lá eu sentí muito medo, angústia e dó pois meu pequenininho iria ser judiado, pensamento controverso esse meu já que as vacinas irão protegê-lo de doenças muito mais agressivas do que duas agulhadas, mas mesmo assim disse para o Jocimar e minha mãe que entrassem com ele pois eu não iria aguentar ver, quando entraram puxei conversa com um menininho na tentativa de não ouvir o chorinho do meu filho, mas logo veio seu choro e me segurei muito para não chorar também, assim que eles saíram da sala ele já não chorava mais e fomos comprar o pedestal da banheira e aproveitei para comprar umas camisetas, já que o nosso calorento me pegou meio desprevenida, como ele nasceu no outono nunca iria imaginar que pudesse ser tão calorento já que a maioria dos bebês recém-nascidos em geral ficam todos agasalhados e empacotados em suas mantas.

No final do dia eu estava exausta e sabia que mais uma noite insône me aguardaría, naquelas horas eu pensava quando eu iria voltar a dormir como antes, mas acredito que a resposta é muito simples: Nunca mais!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Ainda na maternidade!

Quando trouxeram meu príncipe novamente estava lindo! Eu já podía ficar de pé e observá-lo mais detalhadamente, retirei as luvinhas e olhei os dedinhos, quer dizer os dedões, eram magrinhos, compridos e perfeitos, retirei os sapatinhos e meias e contei os dedinhos do pé, automáticamente pude observar que ele era uma mistura de nosso amor, parecía um pouco comigo e um pouco com o Jocimar e era perfeito! Quantas vezes durante minha gestação eu pedí a Deus para que meu filho fosse perfeito e naquele momento eu só podía agradecer a Deus como ele era perfeito e toda a felicidade que o nascimento dele trouxe para mim.


Durante a manhã veio uma enfermeira me ensinar a amamentar e após algumas tentativas ele pegou o peito direitinho, a sensação é bem estranha no início (pelo menos foi para mim) já que eu sempre imaginei que sentiría um amor muito grande quando amamentasse na primera vez, mas não foi nada disso que sentí, não foi nenhuma dor, nenhum encômodo, mas apenas uma sensação de que aquele lugar que me trazía prazer de outra forma estava naquele momento fornecendo alimento para meu filho. Mas no fim foi tudo bem e toda vez que ele chorava eu prontamente tentava amamentar ele.

As visitas começaram a chegar após o almoço e foi até que foi bom, pois já estava aguniada em ficar enclausurada naquele hospital, com as visitas vieram alguns presentinhos que adorei e durante o horário das visitas o pediatra veio passar a visita e me explicou várias coisas, quando ele viu meu irmão segurando o Gustavo disse para ele que assim que terminasse de me explicar iria ensinar ele a segurar um bebê, ao final do nosso papo ele pegou o Gustavo do colo do meu irmão e começou a dizer que o bebê podería ser pego de várias maneiras, que isso e que aquilo, mas que sempre deveríamos segurar com uma mão uma das perninhas do bebê porque se acontecesse algum imprevisto (naquele momento ele simplesmente fingiu que tropeçava ou sei lá o que e deixou o Gustavo pendurado pela perna!), meu coração quase saiu pela boca e o Gustavo ficou lá quietinho, como se nada tivesse acontecido. Quando enfim todos foram embora fui tentar amamentar meu pequeno e não estava saindo nada, nadinha, acho que o ambiente hospitalar "secou" meu leite, chamei a enfermeira para dar leite articifial para meu filho e ele mamou tudo direitinho.


Do nada sentí que ele estava fazendo seu primeiro cocô e para meu desespero eminente quem tinha que trocar a fralda era euzinha, pois antes tinham trocado a fralda dele no banho e nas vezes que foi tomar leitinho, mas naquela hora tinha que ser eu mesma. Então pedí para marido pegar toda a tralha para trocar a fralda (fralda, trocador, gazes e o tal potinho para colocar água morna), quando abrí a fralda tive uma grande surpresa: Nunca imaginei que o ânus do menino fosse tão pertinho do saquinho e que nem precisaría levantar muito as perninhas para limpá-lo, na hora falei: "Caramba, que coisa legal, nun ca tinha visto e é tão prático" e meu marido morreu de rir. Na primeira tentativa de limpá-lo daquele mecômio (primeira fezes do bebê de cor verde escuro, quase preto) ele começou a fazer mais e mais e começou a sujar tudo que estava ao redor dele, fiquei desesperada com tanta sujeira, aí tirei toda a roupinha dele, trocador, lençol do bercinho e coloquei tudo limpinho. Até que para a primeira troca nos saímos melhor do que eu pensava visto a minha falta total de experiência, mas instinto é instinto né.


À noite minha médica veio me visitar e falei para ela do leite que tinha evaporado do meu seio e ela me tranquilizou dizendo que era bem normal, para eu continuar colocando ele para sugar que uma hora iria descer, mas que era para eu quando saísse do hospital comprar um medicamento que iria fazer meu leite descer rapidinho, ela me achou ótima, disse que nem parecía que era eu que tinha tido bebê, me elogiou por estar andando para lá e para cá, mas pediu para eu não exagerar e deixou minha alta prescrita para a manhã seguinte.




Eu já estava me sentindo exausta naquela noite, pois estava praticamente sem dormir dois dias e eu prevía mais uma noite insône já que meu marido simplesmente apagou na cama do acompanhante, mas mesmo cansada eu ainda me sentia tão maravilhada que não estava nem aí para dormir, porém preocupada com o leite que não vinha e toda hora que o Gustavo chorava eu tocava aquela campainha achando que ele estava com fome e pedí para darem leitinho para ele. Durante a madrugada eu não fechei os olhos novamente, quando o dia começou a amanhecer dei graças a Deus porque logo logo estaría em casa. Tomei café, banho e depois tive que ficar aguardando a enfermeira buscar meu príncipe para tomar seu banho e colocar a roupinha que tanto imaginei ele dentro, um lindo conjunto de linha nas cores branco e vermelho. Quando ela o trouxe fiquei mais apaixonada ainda, a roupa ficou muito melhor do que eu podería imaginar, então com minha alta prescrita colocamos o Gustavo no bebê conforto e saimos do hospital nós três, enquanto o maqueiro me levava de cadeira de rodas até a porta do hospital fiquei caladinha pensando que a dois dias tinhamos entrado naquele hospital como um casal e naquele momento saíamos como a mais nova família, confesso que segurei as lágrimas de felicidade, o dia estava lindo, com um sol celestial, acredito que era o céu feliz por que Deus nos permitiu ser pais do Gustavo.

domingo, 31 de outubro de 2010

A Chegada do Gustavo - Parte 2

Eram quase 20h e nada de ser levada para o Centro Cirúrgico, mas logo vieram me pegar e pensei: Ai! Está chegando a hora, acho que tremí na hora de subir na maca e tentei ao máximo não olhar para teto no trajeto quarto -centro cirúrgico mas como estava muito nervosa e toda vez que fico nervosa eu não consigo ficar quieta acabei olhando e reparei que aquilo deixa as pessoas tontas, cheguei a comentar com o maqueiro. Quando chegamos na entrada do Centro Cirúrgico meu marido teve que se ausentar do meu lado para se paramentar e entrei totalmente sozinha naquele lugar que só tinha entrado antes para observar uma cirurgia, mas naquele momento eu era a paciente, era a vulnerável, a futura mamãe.

Quando enfim chegamos a sala que iria ser meu parto minha médica estava lá totalmente tranquila e isso começou a me tranquilizar, porém o clima do centro cirúrgico era muito amistoso, a equipe conversava sobre algo bem engraçado mas que eu não prestei muita atenção já que estava muito tensa. O anestesista (que se diga de passagem, parecía ter a minha idade) foi logo me perguntando se eu estava nervosa, quando confirmei que sim com a cabeça ele veio logo dizendo: "Ahhh, fala sério, isso vai ser muito tranquilo, você vai ver! " Ele pediu para eu prestar totalmente atenção nele e tentar esquecer aquele lugar que eu me encontrava e assim foi me explicando tudo detalhadamente, tudo que eu podería sentir, tudo que eu podería achar que estaría sentindo e isso foi fundamental para me tranquilizar. Após toda a mini aula do anestesista ele pediu para deitar-me de lado e começo a fazer a escovação (é uma assepsia com álcool iodado, aquele líquido com cor de mercúrio cromo) neste momento intimamente me deu um certo pânico e eu só pedía a Deus para dar tudo certo, ele então aplicou a anestesia que diga-se de passagem foi quase indolor, só sentí uma picadinha mesmo, nem acreditei que tinha tanto medo da bendita anestesia que no final foi menos indolor do que a que tomei quando fui extrair um dente ciso, fui deitada novamente e a parti dali sentí tudo dormente dos meus seios para baixo, porém com isso você também perde toda a sua privacidade e comecei a rir todas as vezes que alguém me encostava pois a sensação era engraçada como se estivesse "formigando", mas logo passou.

Eu estava totalmente monitorada e adormecida e a médica veio e disse: "Vamos trazer o Gustavo ao mundo?", pediu para chamar meu marido e logo ele entrou na sala totalmente irreconhecível, a enfermeira super mega blaster bacana viu que ele estava com uma máquina e perguntou se quería que ela fotografasse o parto, o Nem explicou como funcionava a máquina e logo sentou ao meu lado. A médica como sempre muito cômica ficou me dizendo: "Ihhh, já te cortei e viu, você não está sentindo nada" (meu maior medo era ser cortada e sentir o corte), logo que ele se sentou já madaram ele levantar e o anestesista pediu para aguardar um minutinho e soltou um pouquinho do pano para eu ver o meu príncipe sendo erguido.
Quando a médica ergueu ele, nossa!! Que surpresa! Meu príncipe era cabeludinho e lindooooooooooo e chorava horrores (nem precisou de tapinha), que sensação maravilhosa ouvir aquele chorinho, era o melhor som que eu ouvia desde que ouví o coração dele batendo na ultrassonografia, eram 20:30h e enfim o Gustavo veio ao mundo.



O pediatra foi limpá-lo e meu marido só sabia agradecer a Deus e dizer que ele era lindo, isso com lágrimas nos olhos!! Naquele momento minha vida estava mudando, eu nem consigo dizer o que pensava, acredito que pela primeira vez não pensei em nada, só fiquei quietinha ouvindo o chorinho dele.



Quando vieram com ele enroladinho e colocaram em meus braços, nossa! que emoção! algo que não tem como se explicar, é algo divino, celestial, um verdadeiro estado de graça. Comecei a falar com ele e imediatamente ficou quietinho, me ouvindo com os lindos olhos castanhos abertos como se fosse ainda um pedaço de mim eu comecei a verificar tudo, os olhinho, as orelhas, e o cabelo Jesus, como ele tinha tantos cabelos considerando que eu e o Jocimar nascemos totalmente carecas?







Após um breve contato com meu rebento tive que me separar dele pela primeira vez, a primeira vez em 9 meses, ele iria sair de perto de mim para começar sua vida individual. A enfermeira perguntou ao Nem se ele quería levar o bebê para o berçário e é claro que ele disse que sim e o pai todo proza foi levá-lo, um pai totalmente emocionado!




Naquele momento me sentí muito só, fiquei calada pela primeira vez durante o parto, a médica percebeu minha quietude e começou a falar coisas engraçadas, mas minha cabeça já estava lá no Gustavo! Como será que ele estava? Quanto pesava? Quanto medía? aí ouví a médica dizendo que já estava dando os pontos e que já iria terminar, logo depois o anestesista veio começando a tirar tudo e dizendo que já tinha terminado!! Mas eu estava lá, maravilhada! Sei que falei muito com eles! Perguntei até se ela tinha tirado umas gordurinhas! rsrsrsrs! Exteriormente eu falava coisas engraçadas, mas interiormente me sentía maravilhada, feliz, em extase!
Não demorou muito eles terminaram tudo e minha médica veio se despedir de mim, me deu beijinho e pediu para que ligasse para ela se qualquer coisa diferente acontecesse. Fui então levada para o quarto, saindo do centro cirúrgico meu marido estava lá fora já me aguardando e não cansava de dizer que ele era lindo! Perfeito, enorme e que não parava de chorar na encubadora.




Quando cheguei no quarto minha mãe e meu pai estavam lá, disseram que o Gustavo era lindo e logo se despediram de mim e foram embora, o Jocimar foi comer algo e fiquei ali, sozinha, mas eu estava maravilhada e naquele momento minha mente só me trazia flashes do parto e do meu príncipe vindo ao mundo. Não demorou nem 1 hora e trouxeram o meu bebê lindo, todo de banho tomado e com a roupinha que escolhí para ser a primeira para ele usar, nossa! Como aquela roupa ficou muito mais linda nele. Colocaram ele ao meu ladinho, eu ficava olhando para ele e me sentindo muito mais feliz do que nunca pude imaginar. Durante a madrugada pedí para meu marido colocar ele em meus braços, pois quería sentí-lo junto a mim novamente e passei a noite toda sem dormir agradecendo a Deus por ter me abençoado tando e admirando ele. Foi a melhor noite sem dormir da minha vida, confesso!







Quando eram umas 7 da manhã veio a enfermeira pedindo para eu me levantar para tomar banho e levou o Gustavo para tomar seu segundo banho, eu fiquei morrendo de medo das dores, mas apesar da tontura me levantei bem e logo estava debaixo do chuveiro. Quase não sentí dor e foi ótimo, tería 10 filhos se todas as gestações e partos fossem desta forma. Logo trouxeram meu lindo novamente e ficamos namorando ele o tempo inteiro. Minha médica me ligou várias vezes para saber se estava tudo bem e recebemos algumas visitas no hospital, foi ótimo.









Meu parto foi maravilhoso, muito abençoado e estou muito feliz pelo Gustavo na minha vida! Os primeiros dias de adaptação são complicados, mas estou amando tudo! Estou apaixonada pelo meu príncipe e a cada dia me sinto mais mãe e mais feliz!

Hoje eu posso dizer com toda certeza que não tenho tempo para mais nada, ser feliz me consome!


Gustavo saindo da maternidade

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A chegada do Gustavo - Parte 1

Durante a semana fui levando tudo normalmente, nem parecía que euzinha iria ter o Gustavo em meus braços logo logo, eu era uma pessoa totalmente Zen, as meninas na comunidade do orkut não acreditavam em como eu estava calma e nem muito menos eu, só posso creditar isso a Deus mesmo, porque só ele para me deixar num estado tão sublime.
Uns dias antes separei tudo que iria levar do Gustavo para a maternidade e deixei em uma gaveta do guarda-roupas dele pois não quería colocar tudo na bolsa e deixar amarrotar, separei minhas coisas mais específicas e disse para minha mãe que se por acaso eu entrasse em trabalho de parto que era para ela pegar tudo que estava naquela gaveta e levar para a maternidade, mas graças a Deus isso não aconteceu. Pude arrumar tudo com muita calma e com muito cuidado para não esquecer nada, não seguí nenhuma lista que lí de maternidades pois achei um absurdo a quantidade de roupas que elas te indicam levar, levei uns 4 conjuntos lindos e mais um de reserva para casos extremos, levei toalhas do bebê, fraldas, coisas de higiene íntima e o quadrinho que fiz.
Mesmo eu estando tão Zen é lógico que não conseguí dormir na minha última noite de sossego na vida, digo isso porque quem é mãe sabe, nunca mais dormí tranquila como antes. Na manhã do grande dia fiz escova, unha, cuidei de mim e almocei muito bem, minha médica me pediu para comer bem mesmo, pois depois iria ficar muitas horas em jejum e isso iria me ajudar a não ter tanta fome. Eu tería que estar no hospital as 6 da noite, sendo que as 2 da tarde a secretária da médica me ligou pedindo que eu chegasse as 5 da tarde, pois meu parto sería adiantado em 1 hora, foi aí que minha ficha caiu e minha barriga gelou naquele momento.
Antes de sair de casa entrei no quarto do Gustavo e pensei: "A próxima vez que eu vier aqui já terá um dono!", então pedí a Deus que me ajudasse no parto e que tudo ocorresse da melhor forma possível.
Chegando no hospital, mesmo eu pagando tudo particular esperei quase 1 hora na recepção para conseguir me internar. Quando enfim entramos no quarto pude observar a serenidade que ele me passava, ajeitei minhas coisinhas e fiquei na expectativa do que viría a acontecer logo logo.
Assim que comecei a me sentir mais tranquila entrou uma enfermeira e já veio pedindo para eu colocar aquele roupão Bundifora, que por sinal é horrível e o próprio nome já diz, você fica com o bundão todo de fora. Assim que me vestí ela retornou e me colocou o soro, eu nunca tinha recebido soro antes e até que não foi tão ruím como imaginava.


O Nem então resolveu tirar a última foto do Gustavo na barriga e já me sentí com aquele clima de despedida, era um misto de sentimentos, emoção, ansiedade, vazio, medo e ao mesmo tempo serenidade.




Quando o primeiro frasco de soro já estava no final meu celular tocou e era a médica dizendo que iria se atrazar um pouquinho e que assim que ela chegasse ao hospital eles iriam me levar ao centro cirúrgico, na hora até me sentí mais calma pois tería mais alguns minutinhos com ele só para mim, mas acho que minha tensão atrapalhou este momento final porque ele ficou tão quietinho, acho que ele curtiu mais os últimos momentos na barriga do que eu.